03 junho, 2011

Cresci. E agora?

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Folheando umas revistas antigas, notei uma reportagem que contava com a participação de 3 blogueiras respondendo uma pergunta: "Quando você notou que já não era mais uma criancinha?". Entre as diversas respostas, estavam: quando fiz o vestibular, quando comecei a trabalhar, quando ganhei a casa e o carro só pra mim. Mas eu me pergunto: crescer depende de tudo isso? Na minha opinião, crescer é bem mais que ganhar as chaves do carro e da casa, embutidas em uma pilha de contas a pagar e deveres a cumprir. Crescer é acompanhar os alunos das séries anteriores fazendo aquelas besteiras que você fazia antes e ter certeza de que eles vão se arrepender depois, é encontrar-se com os mesmos erros que você cometia há dois anos atrás e saber exatamente qual caminho não tomar. Crescer é lembrar das músicas que você gostava e sentir vergonha por isso, é olhar as fotos antigas e sentir saudades, e um certo receio de deixar o que está lá atrás em seu devido lugar e olhar pra frente pra enfrentar seu futuro. Crescer é não ter vergonha de chorar na frente do seu amigo, é levantar a mão no meio da sala de aula pra dizer "não entendi, professor", é aproveitar cada dia seu como se fosse o último, com a consciência de que precisamos não só existir, mas viver, de fato. Porém, o mais importante de tudo isso é amadurecer, e estar sempre ciente de que, por mais que você tenha crescido, ainda tem muuuuuito o que crescer! Será que você não consegue ou não quer crescer?

Waiting on the world to change? Não!

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Em uma palestra motivacional que foi dada aos alunos do ensino médio da minha escola, o palestrante resolveu nos mostrar o conceito de "nova escola" - afinal, com a globalização, todo o mundo está mudando, e com a escola não deve ser diferente. Espero que todos aqui saibam o que significa globalização: informação rápida - e mais importante que a informação: saber convertê-la em conhecimento, união de todos para um bem comum - como numa empresa, onde todos colaboram para que o trabalho seja realizado, fast money, internet - pros mais 'novinhos' no ramo. Ok, aí você se pergunta "mas e o que eu tenho a ver com isso?", e nesse mesmo momento eu te respondo: tudo. Quer um exemplo bem concreto que a globalização tá aí, presente no teu cotidiano? Você lendo esse texto agora. Se o link dessa postagem não fosse divulgado numa rede social que engloba o mundo inteiro, por meio da internet, você estaria sentadinho no sofá da sala assistindo a novela das 19h - reprisada. Focando novamente no assunto-núcleo da crítica, chegamos ao "dodói": estudar. Que quem não estuda, não é ninguém na vida, todo mundo sabe. O problema é que nem todos conhecem o conceito de "estudar" do qual todos educadores falam, e, o que é pior: formulam um completamente errado. Estudar é aprender, é conhecer novas culturas, novos idiomas, novas formas de realizar o mesmo trabalho de cada dia: é sair do livro, é inovar. Participar, argumentar, dar opiniões: quem acha que colégio não é lugar pra isso, pode pegar a enxada e começar a plantar batata, porque é esse o destino que o espera. Claro que física e matemática não são coisas completamente agradáveis, mas você já tentou gostar pra valer, se inteirar na aula e entender o assunto ao invés de ficar conversando sobre a nova cor de esmalte da atriz global? É disso que eu estou falando: novas mentes para o mundo. 
E você aí, revoltado com o sistema capitalista da nossa era, que se esconde atrás de um computador cheio de jogos de ficção e não expõe suas ideias para melhorar nossa sociedade, o que tá esperando? Você tem as ideias e não as está usando corretamente - ou melhor: está desperdiçando-as. Pense bem: com "sociedade", eu quero dizer escola, família, trabalho e todo o tipo de relações que temos em nosso dia-a-dia. Meios é o que não falta: converse com a diretora da escola sobre a feira de física que você acha interessante promover; estabeleça um tempo limite no banho pro pessoal da sua casa e, assim ajude o meio-ambiente. E, se ninguém te escutar, não reclame: vá pra internet divulgar sua ideia. As possibilidades são intermináveis, só falta o nosso empenho.

01 junho, 2011

Pode entrar, junho!

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Seja bem vindo, junho! Traga todos os amores e alegrias que escondestes em maio ou em abril. Deixe o nublado pra depois e pinte o céu de azul anil. Cante, encante, dance, e entone as mais belas notas durante teus dias. Faça de cada um deles uma nova sala que está no escuro, escondida, esperando alguém para apertar o interruptor, acender a luz e mostrar tudo o que de mais belo há dentro dela. Inspire, ajude. Dê forças aos cabisbaixos por meio da natureza e dos sons dela - uma borboleta pousando no ombro de alguém, um pássaro cantando. Tudo vale! Traga a felicidade no seu colo, e o frio no seu bolso. Mais abraços, mais sorrisos, menos lamentações: se você sorrir pra todos nós, junho, prometo que sorriremos para você. 

O que eu quero pra junho?
Ter mais calma ao realizar minhas atividades;
Me dedicar mais à escola;
Não cobrar tanto das pessoas algo que eu sei que é difícil e que não sou certa de que conseguiria fazer;
Me organizar - com relação a tudo: escola, blog, amizades, quarto, absolutamente tudo;
Mais tempo pra ler, mais tempo pra escrever, mais tempo pra ficar com as pessoas que eu gosto, mais tempo pra descansar;
Mais sorrisos e mais abraços.